Análise didática


A formação em psicanálise clínica implica em muito mais que absorver o

extenso e complexo manancial teórico que ela abarca. Não se conhece outra

profissão que para o seu desempenho, obriga ao aspirante ao corajoso e

difícil ato de mergulhar nos próprios conteúdos emocionais e ressurgir com a

sua "caixa de pandora" aberta. Assustador e libertador ao mesmo tempo. Esse

é um dos motivos pelos quais poucos conseguem terminar o curso de

psicanálise com o certificado clínico em mãos. A Clínica Pentapsi oferece

aos alunos de cursos de Psicanálise (presencial ou online) a possibilidade

de fazer análise didática online conforme a quantidade mínima de horas

exigidas pela instituição de ensino psicanalítica.

A análise didática é um requisito obrigatório em todos os cursos de

psicanálise aos alunos que queiram clinicar. A absorção pura e simples dos

alicerces teóricos não constrói um psicanalista, portanto a análise didática

é o momento em que o aluno confronta as próprias questões emocionais e

desenvolve a capacidade de traduzi-las à luz da teoria psicanalítica.

Durante esse processo três alicerces são construídos e avaliados ao decorrer

da quantidade de horas mínimas exigidas:

1. A capacidade de isentar-se, ser franco quanto às próprias questões

emocionais, oferecer-se a possibilidade da dúvida e auto questionamento

constante.

2. O nível de conexão e o nível de tramite das faculdades psíquicas com as

sensoriais.

3. A fluência em transitar psicanaliticamente pela teoria e prática do

quotidiano.Basicamente, durante a análise didática aluno traz as

próprias demandas e inquietudes emocionais e tem a oportunidade de

experienciar em si mesmo o manancial profissional que futuramente ira

aplicar aos analisantes. Também terá a oportunidade de desconstruir-se e

reconstruir-se a luz da psicanálise pois esse será verdadeiramente o momento

de elaboração e análise, e não durante a assimilação puramente teórica como

muitos alunos imaginam.

Ao supervisor cabe julgar se o aluno adquiriu proficiência suficiente nos

três alicerces para clinicar e emitirá um relatório informando a quantidade

de horas feitas e se o aluno apresenta ou não prerrogativas mínimas exigidas

para clinicar como psicanalista.


Supervisão

Segundo Lacan, o supervisor tem uma visão panorâmica do caso trazido e da

relação do analista com o analista sob supervisão, assim como dos impasses

deste na condução do tratamento. A supervisão pode trazer à luz as

obscuridades relativas às estruturas ou ao tipo clínico do paciente e levar

o supervisionando a uma conclusão diagnóstica para orientar a direção do

tratamento. É também o lugar onde podem ser levadas as questões relativas ao

sintoma, à fantasia, às passagens ao ato, aos acting-outs, etc. Na

supervisão podem ser levadas questões do amor de transferência que é

endereçado ao analista e as vacilações dele em relação à orientação do caso.

É ainda o lugar do sujeito-analista se confrontar com seu desejo de curar,

seu desejo de reconhecimento, de responder à demanda, seu desejo sexual, que

pode ser despertado eventualmente, e sua demanda de amor. Onde o analista

aparece como sujeito – o que se chamou de contratransferência – a análise

empaca e sai do discurso analítico. Onde surge o desejo do sujeito-analista,

desaparece o desejo do analista. E falha o ato do analista.

Segundo o conteúdo programático da escola e a quantidade mínimas de horas

exigidas, o aluno pode solicitar a supervisão. Na supervisão o aluno fará os

próprios atendimentos amparados pelo supervisor (o mesmo que fez ou faz a

análise didática) que irá intervir no setting analítico, e confrontará a

clínica do aluno com os conteúdos emocionais deste. Durante este processo, o

aluno será convidado a expandir-se emocionalmente e será avaliado segundo

três alicerces:

1.Desenvolver a capacidade de reconhecer e manejar a

contratransferência.

2. Desenvolver o manejo de elaborar o setting analítico transitando de

maneira equilibrada entre o pensamento e a teoria psicanalítica e o seu

próprio desejo e convicções .

3. Desenvolver hipóteses segundo a existência de manifestações do

inconsciente e de repetições.

A supervisão é um processo ininterrupto no qual o aluno se capacitará para

transitar com fluência e tranquilidade no ambiente subjetivo das

investigações e elaborações psicanalíticas. É recomendado que o

psicanalista esteja sempre amparado pelo seu supervisor mesmo após a

formação, a fim de explorar e manejar a favor do processo terapêutico as

iminências das contratransferências que aparecerão. Ao supervisor cabe

julgar se o aluno adquiriu proficiência suficiente nos três alicerces para

clinicar e emitirá um atestado informando a quantidade de horas feitas e

se o aluno tem ou não prerrogativas mínimas exigidas para clinicar como

psicanalista.

O aluno será incentivado a todo momento que continue a estudar e fazer

supervisão após a conclusão do curso como condição essencial para a boa

condição emocional e profissional do psicanalista.

Condições de Serviço

1. É de responsabilidade do aspirante a observância das normas da

instituição de ensino para a supervisão / análise didática e adequá-las

com seu supervisor.

2. Ao aspirante caberá estabelecer com o supervisor a quantidade de

sessões de supervisão e análise didática e valores das sessões.

3. O valor das sessões poderá ser alterado quando negociado e aceito em

comum acordo em qualquer momento.

4. Em caso de interrupção no andamento das consultas, será emitida uma

declaração com o total realizado. Caberá a instituição de ensino aceitar

ou não as consultas de maneira cumulativa ou de diferentes psicanalistas.

A observância destas condições junto a instituição de ensino ficará sob

responsabilidade do aspirante.

5. Em caso de reconhecimento de firma em cartório da declaração de

supervisão/ análise didática, ficará a cargo do aspirante os custos junto

ao cartório.

6. Caso o supervisor julgue que o aspirante não está apto a clinicar, cabe

ao supervisor informar ao aluno tal fato e os motivos e portanto fica

estabelecido que tal aluno não estará apto a clinicar. Os critérios

utilizados pelo supervisor ligado a esta instituição serão os seguintes:

Análise didática

1. A capacidade de isentar-se, ser franco quanto às próprias questões

emocionais, oferecer-se a possibilidade da dúvida e auto questionamento

constante.

2.O nível de conexão e o nível de tramite das faculdades psíquicas com

as sensoriais.

3.A fluência em transitar psicanaliticamente pela teoria do

quotidiano.

Supervisão

1.Desenvolver a capacidade de manejar a contratransferência.

2.Desenvolver a capacidade de elaborar do setting analítico segundo o

pensamento psicanalítico.

3.Desenvolver hipóteses segundo a existência de manifestações do

inconsciente e repetições repetições de padrão.

Fica estabelecido que a decisão do supervisor deverá ser acatada pelo

aluno sem direito a devolução do valor investido nas consultas.