Houve um caso de um analisante que foi enganado e estava em conflito de culpa com a raiva e a vontade de que os enganadores morressem por terem feito o que fizeram. Me veio através desse caso a questionamentos sobre o manejo da maldade humana e como esta é acoplada como consequências de psicopatologias. A ocorrência mais comum é quando um assasinato (que muitas vezes é obra puramente da maldade humana) quase sempre é atribuído a estados psicóticos. É preciso "despatologizar" a maldade humana ... o processo analítico pode levar o sujeito a se reconciliar com uma característica tão humana quanto o amor ... a própria maldade.