diretrizes

Diretrizes essenciais para e execução da terapia psicanalítica online


Este documento foi concebido por psicanalistas da Clínica Pentapsi no sentido de regulamentar a prática da terapia psicanalítica online oferecida ainda que não exista uma norma nacionalmente difundida. Fato que não impede o comprometimento da Clínica Pentapsi com procedimentos rígidos calcados na ética, honestidade e transparência na prática da terapia psicanalítica online.

Objetivos e limitações dessas diretrizes

Ao publicar estas diretrizes, a Clínica Pentapsi está tentando expor os riscos que podem ser levantados por o uso da internet e outros meios de comunicação de telecomunicações para prestar serviços psicanalíticos. Um princípio fundamental é que qualquer serviço psicanalítico feito através da telecomunicação deve atender aos padrões equivalentes de cuidados, como se fosse oferecido em uma consulta presencial. Os psicanalistas clinicando pela internet devem manter os mais altos padrões exigidos de competência e conduta conforme esperado em outras formas de prestação de serviços, inclusive atuando de acordo com o Código de Ética dos Psicanalistas. Há alguns desafios adicionais colocados por esta forma de prestação de serviços, pois a prática exige que o psicanalista seja altamente qualificado no uso de tecnologias de telecomunicações e esteja informado sobre as leis e regulamentos relativos à prática profissional em qualquer área geográfica de onde estão localizados os analisantes. Há também questões adicionais para os analisantes que o psicanalista deve proativamente considerar. Essas diretrizes são destinadas a apoiar o desenvolvimento contínuo da profissão de psicanálise, mantendo a segurança, a ética e a prática competente. As diretrizes abordam uma gama de questões relacionadas aos serviços feitos viatelecomunicações a seguir :

  •     Desafios regulatórios,
  •     Benefícios percebidos e riscos decorrentes desta forma de serviço
  •     As questões éticas relacionadas
  •     Lidar com emergências e como os analisantes podem ser prevenidos.

Serviços abordados por estas diretrizes

As diretrizes referem-se a qualquer tipo de serviço de psicanálise que faça uso de tecnologias de telecomunicações para conectar psicanalistas e seus novos ou potenciais novos analisantes.
A atividade psicanalítica pode incluir (mas não se limita a):

  •     A interação como um complemento para outro trabalho presencial
  •     Orientação profissional


Os serviços psicanalíticos podem usar computadores, laptops, telefones celulares, câmera de vídeo ao vivo
e dispositivos manuais como meio de comunicação. A comunicação pode ser unilateral ou bidirecional e pode ocorrer através de:    Email.

  •     Texto.
  •     Vídeo .
  •     Mensagens (síncronas ou assíncronas).
  •     Salas de conversa.
  •     Painéis de mensagens de telecomunicações.
  •     Sistemas de telefone de telecomunicações (com ou sem camera, como o Skype
  •     ou Oovoo).
  •     Serviços do Skype.


O uso de tecnologias de telecomunicações fornece comunicação flexível e está em permanente mudança. Os cenários podem incluir (mas não estão restritos a):

  •      Contato por e-mail ou texto para marcar consultas ou transmitir mensagens breves.
  •     Prática assistida de telecomunicações, por exemplo, usando tecnologias de telecomunicações para facilitar e apoiar tratamentos presenciais.
  •     Os tratamentos podem começar de telecomunicações e depois mudar para presencial. Um analisante pode fazer online exclusivamente por algum tempo antes de se sentir confortável o suficiente para chegar a uma consulta presencial.
  •     O contato pode ser matido com sessões de telecomunicações, como com pessoas que viajam com frequência ou têm problemas de saúde que os impedem de chegar à consulta.
  •     Relações de aconselhamento profissional com analisantes que permanecem em atendimento de telecomunicações exclusivamente e nunca se execute consultas presenciais.


Questões regulatórias

Os serviços psicanalíticos feitos através de telecomunicações representam desafios adicionais para o psicanalista devido à necessidade de esclarecer a jurisdição, os riscos adicionais que podem vir da prestação de serviços através desta modalidade. A psicanálise online pode serfeita mesmo quando o psicanalista não estiveja na mesma área geográfica ou país do analisante.
a) Proteção do uso do título "Psicanalista"
Se permite ao Psicanalista o uso do seu título em outras áreas geográficas, visto que se trata de uma ocupação mundialmente não regulamentada. No entanto, para fins de proteção do consumidor, se estabelece como foro de atuação a região de residência do psicanalista em caso de infração.
b)Os psicanalistas que praticam terapia de telecomunicações são aconselhados e encorajados a investigar as obrigações legais e regulamentação da localização geográfica antes de aceitar analisantes desse local.
Portanto, todos os psicanalistas que praticam pela internet em outros países devem assegurar que eles possuem conhecimento das leis de prestação de serviço do país onde vivem.

Riscos e benefícios da telepsicanálise

Benefícios perceptíveis
Os defensores do uso dos serviços psicanalíticos prestados por telecomunicações enfatizam benefícios potenciais.
Os serviços de telecomunicações podem oferecer:

    Maior acesso para analisantes e psicanalistas, incluindo serviços para:

  •     Pessoas com menos mobilidade.
  •     aquelas em áreas remotas ou rurais ou que se mudaram para outro país onde existem barreiras linguísticas ou culturais.
  •     Aquelas que são incapacitadas física ou emocionalmente (por exemplo, fobias sociais).
  •     Aquelas em áreas com poucos serviços, dando assim maior escolha de psicanalista e aumentando a disponibilidade de serviços especializados.
  •     Tempo restrito: pessoas que não podem facilmente chegar a um consultório físico
  •     Aquelas que apreciam a disponibilidade e a conveniência de poder enviar e receber mensagens a qualquer hora do dia ou da noite.
  •     Aquelas que querem se aproximar da terapia (ou se consultar), mas estão muito envergonhados ou traumatizados para fazê-lo pessoalmente, ou que sentem que fazer análise é estigmatizar-se de forma pejorativa diante de um grupo social.
  •     Aquelas que estão mais à vontade procurando ajuda online do que presencialmente.


2. Uma atividade terapêutica para aqueles que tem no o processo de escrita como essencial. O ato de escrever pode aumentar a autorreflexão ao permitir oportunidades para revisão do que foi escrito e, assim, aumenta a apropriação de problemas.
3. Melhoria da autonomia do analisante, aumentando a escolha e o controle. Para alguns, o relacionamento com a Internet pode reduzir a pseudo-diferença de poder e hierarquia entre o analisante e psicanalista.
4. Uma forma de comunicação menos ambígua ou confusa por sugestões e interferências paralinguísticas (como linguagem corporal ou aparência física) e, portanto, pode ser uma maneira mais clara de comunicar informações.
5. Oferecer serviços culturalmente apropriados para alguns grupos da sociedade, por exemplo, usuários de videojogos, pessoas que usam muito a internet, pessoas tecnologicamente avançadas, pessoas que trabalham no setor de tecnologia. Também poderia ser mais atraente para alguns grupos que são muito familiarizados e confortáveis com comunicação via internet.
6. Acesso mais fácil a informações complementares que os analisantes podem oferecer.
7. Um meio de reunir informações do analisante antes de uma consulta (redes sociais)

Riscos potenciais
Podem surgir riscos potenciais em relação a:

1. Avaliação


     A redução de informações, como a falta de pistas não-verbais (em consultas sem vídeo), informações importantes que estão sendo perdidas, ou as questões presenciais se evadindo na avaliação. Os links de vídeo podem ajudar a aumentar a informação disponível, mas restrições sobre as observações podem permanecer.

2. Mal-entendido


    E-mails e textos podem gerar dúbia interpretação quando vem com fotos, mais emoctions do que letras, e podem portanto, aumentar o potencial de mal-entendidos.

    Aqueles com problemas de autoestima ou aqueles com tendências paranoicas.

    A comunicação cultural cruzada pode aumentar o risco de mal-entendidos.

3. Problemas de limites


    O manejo da transferência pode aumentar a probabilidade de o analisante impor sua fantasia ou transferência para a relação terapêutica. Isso pode exigir habilidade adicional por parte do psicanalista para abordar essas questões e
    para manter os limites terapêuticos.
    Pode ser necessário cuidado extra para manter uma visão clara e previsível dos limites para a relação terapêutica.

4. Problemas relacionados ao tempo

     Atrasos inesperados ou imprevistos podem levar o analisante a especular sobre o significado do atraso e consequente um aumento da ansiedade.
     O atraso pode ocorrer através da falha na tecnologia ou a Internet não estar disponível por um tempo.

5. Questões tecnológicas que afetam o contato profissional

    Falha no equipamento, por exemplo, o disco rígido do computador pode tornar-se corrompido sem recuperação, o que pode significar que os contatos, informações, arquivos e detalhes de analisantes ou a capacidade de contatá-los é perdida.
     As mensagens podem não ser recebidas, por exemplo, sendo enviadas para o endereço errado, ou passando despercebido, ou por falha no envio ou uma sobrecarga da caixa de correio.
    A confidencialidade pode ser violada, por hackers de internet ou por outros acessando a conta de e-mail ou computador. Por exemplo, o último pode ocorrer por outras pessoas que têm direito legítimo de acesso ao
    computador, como pais, parceiros ou outros com propriedade de acesso ou propriedade compartilhada
    do computador ou dispositivo ou a rede de conexão a internet.
    O analisante pode ter que gastar algo extra para usar a tecnologia de telecomunicações além do que já está pagando com o psicanalista e dificuldades podem surgir por não poder pagar essas taxas, por exemplo, ficando sem crédito no telefone ou tendo um plano de dados "limitado" em seu acesso à internet em casa.
     O analisante só pode ter acesso parcial ou restrito (por exemplo, usando um computador amigo ou cibercafé

6. Gestão de crises

     Há riscos aumentados em caso de surgir qualquer crise que possa ameaçar a segurança do analisante ou de outra pessoa.
    Estabelecer a identidade do analisante pode ser difícil online.
    O contrato terapêutico deve identificar o analisante e o contato de emergência como um pré-requisito para lo início, mas isso pode ser difícil de verificar.

7. Questões legais

    A ambiguidade jurídica e ética pode surgir à medida que a tecnologia supera as regulamentações e diretrizes entre países.

8. Limitações dos serviços psicanalíticos baseados em texto

     As comunicações são mais lentas.
     Para usar serviços baseados em texto de forma eficaz, o analisante e o psicanalista precisam para ter um alto nível de habilidade literária e digitação.

Avaliação de risco

O psicanalista é responsável pela atenuação dos riscos segundo suas habilidades. Considerando a evolução rápida das tecnologias, todas as diretrizes propostas devem ser consideradas como de carácter genérico em vez de ser direcionado a casos específicos. Esta avaliação inclui a avaliação ativa dos riscos e sua revisão constante.
Independentemente do meio de comunicação e independentemente da natureza do serviço psicanalítico, as melhores práticas exigem que um psicanalista avalie ativamente os riscos e mantenha-se atento a quaisquer mudanças no perfil de risco. Isso porque a terapia online envolve uma prática segura e exige que o psicanalista seja ainda mais pró-ativo na criação de planos de contingência, caso seja necessário. Pode ser aconselhável pesquisar como acessar recursos de emergência na área geográfica do analisante no início de contato e para discutir com o analisante um plano de ação.
Nos serviços de saúde mental prestados através de serviços de telecomunicações, os psicanalistas devem evitar analisantes com distúrbios psiquiátricos graves, personalidade limítrofe, desordem, transtorno do pensamento, ideação suicida ou condições médicas não monitoradas.
O psicanalista deve ter consciência de que a avaliação pode ser comprometida através da internet através das limitações da informação disponível.

Princípios éticos
Diretrizes elaboradas pela Clínica Pentapsi são complementares ao Código de Ética dos Psicanalistas.
Prestação de serviços psicanalíticos através da Internet colocam desafios éticos adicionais, que são discutidas no âmbito dos seguintes subcategorias:
a) Competência
Um(a) psicanalista deve ter instrução, orientação, educação continuada e desenvolvimento profissional para garantir que este(a) possuem a necessária competência para a prestação segura de serviços de qualidade em sua área de terapia psicanalítica online. O psicanalista deve apenas praticar dentro de seu domínio de competência e não deve
tentar entregar eletronicamente um serviço em que eles não demonstraram competência em uma situação presencial. Os psicanalistas que prestam serviços através de telecomunicações também devem ter as seguintes competências tecnológicas necessárias:

  •     Sistemas de Comunicação
  •     Segurança da Informação
  •     Tráfego de redes e criptografia
  •     Redes sociais

b) O consentimento informado
Os profissionais devem oferecer a divulgação completa e honesta sobre si e seus serviços: que qualificações têm, envolvimento em organizações profissionais, áreas de especialidade, e sua situação geográfica.
Uma declaração clara deve ser feita sobre o que pode ser oferecido, bem como o que não pode ser oferecido.
O psicanalista deve garantir que o analisante entende que não se pode assumir riscos para a segurança da informação e confidencialidade ao usar telecomunicações.
O analisante deve ser suficientemente informado antes de consentir em receber a análise no que diz respeito a:

    questões de procedimentos, inclusive reconhecendo a possibilidade de mal-entendidos através da redução de informações visuais ou verbais, explicitando o esperado tempo de resposta quando o contato é assíncrono, e explicitando quaisquer expectativas ou restrições sobre a gravação ou cópia das consultas
    Emissão de consentimento de análise por procuração, onde deve ser fornecidas provas para verificar a real identidade do analisante, em caso de dúvidas de sua identidade durante o processo de relacionamento analítico.
    o entendimento explícito de que a relação profissional pode ser rescindido em qualquer fase.
     eve haver um meio alternativo de contactar o psicanalista em caso de avaria nos meios de comunicação eletrônica.

c) Procedimento de admissão
O procedimento de admissão pode requerer um nível adicional de controle, para garantir que os analisantes são intelectualmente, emocionalmente e fisicamente capazes do uso de serviços terapia online. Aqueles que são considerados impróprios devem ser informados e redirecionados para serviços mais apropriados.
A decisão se deve ou não o analisante ser elegível ao processo analítico, compete ao psicanalista analisando e assegurando que:

    O analisante tem acesso à tecnologia.
     O analisante tem em seu idioma, leitura, compreensão e habilidades para permitir que a análise se faça.
     O analisante está motivado e confortável de usar a comunicação eletrônica.
     O psicanalista é culturalmente competente para trabalhar com esse analisante em particular.
     O serviço é acessível e favorável para um analisante com deficiência.
     O analisante não sofre de uma condição psiquiátrica que inclui pobre contato com a realidade ou comprometimento cognitivo.

d) A confidencialidade
Devido à facilidade de transferência de material eletrônico, o psicanalista deve tomar cuidado especial para promover a confidencialidade dos relacionamentos analíticos.
e) Registro
As leis usuais e regulamentações sobre a manutenção de registros e o direito do analisante de acesso a
esses registros se aplicam a serviços de psicanálise. Se os registros incluem gravações de comunicações com o analisante, o analisante deve ser informado.
d) Consulta anamnética
Um psicanalista pode oferecer uma consulta anamnética para permitir que o analisante e psicanalista determinem se este é um serviço útil. Se a consulta através da Internet não é adequada para esse analisante, o psicanalista pode aconselhar como procurar cuidados adequados através outros canais.
e) oferecendo alternativas
Quando apropriado, o psicanalista deve ajudar o analisante a localizar acesso público gratuito para obter informações sobre terapia.
f) Grupos de ajuda virtual
É possível que o analista se valha da prerrogativa de indicar grupos de interesse virtuais como recurso adicional ao processo terapêutico.
g) As questões culturais
A necessidade de competência cultural pode ser constatada por analisantes que podem se comunicar em diferentes línguas, vivem em fusos horários diferentes. Condições e eventos locais podem ter impacto no analisante.
h) obrigações reguladoras
Antes de embarcar em trabalho com um analisante, o profissional deve analisar cuidadosamente todos fatores relevantes como a legislação, diretrizes e códigos de ética ou conduta na área geográfica do analisante bem como aqueles relativos à jurisdição de residência do psicanalista. O psicanalista deve prestar especial atenção aos costumes locais (por exemplo, a idade de consentimento, relatórios de abuso infantil, etc) para garantir que a terapia online são realizados de forma ética e legal.
i) Disponibilidade
Um psicanalista deve fazer um planejamento adequado para acessar e responder às mensagens deixadas por analisantes com um período máximo de resposta informado ao analisante.
j)Lidar com emergências
O psicanalista deve procurar desde o início um profissional de saúde local informado pelo analisante e que poderia ser acionado em situações de emergência. O psicanalista deve instruir seus analisantes sobre o que fazer em uma emergência (por exemplo, onde há um risco de suicídio). O psicanalista deve familiarizar-se com as leis relevantes em qualquer jurisdição na qual eles estão trabalhando (isto é, onde os seus analisantes estão vivendo).

ministerio do trabalho
Frente a tantas dúvidas e controvérsias a respeito da atuação legal do Psicanalista, apresentamos abaixo as bases legais que estabelecem as atribuições do Psicanalista segundo o ministério do Trabalho.

6. PORTARIA Nº 397, DE 09 DE OUTUBRO DE 2002

Aprova a Classificação Brasileira de Ocupações - CBO/2002, para uso em todo território nacional e autoriza a sua publicação.

O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO, no uso da atribuição que lhe confere o inciso II do parágrafo único do art. 87 da Constituição Federal, resolve:

Art. 1º - Aprovar a Classificação Brasileira de Ocupações - CBO, versão 2002, para uso em todo o território nacional.

Art. 2º - Determinar que os títulos e códigos constantes na Classificação Brasileira de Ocupações - CBO/2002, sejam adotados;
I. Nas atividades de registro, inscrição, colocação e outras desenvolvidas pelo Sistema Nacional de Emprego (SINE);
II. Na Relação anual de Informações Sociais - (RAIS);
III. Nas relações dos empregados admitidos e desligados - CAGED, de que trata a Lei Nº 4923, de 23 de dezembro de 1965;
IV. Na autorização de trabalho para mão-de-obra estrangeira;
V. No preenchimento do comunicado de dispensa para requerimento do benefício Seguro Desemprego (CD);
VI. No preenchimento da Carteira de Trabalho e Previdência Social - CTPS no campo relativo ao contrato de trabalho;
VII. Nas atividades e programas do Ministério do Trabalho e Emprego, quando for o caso;

Art. 3º - O Departamento de Emprego e Salário -DES da Secretaria de Políticas Públicas de Emprego deste Ministério baixará as normas necessárias à regulamentação da utilização da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO).

Parágrafo único. Caberá à Coordenação de Identificação e Registro Profissional, por intermédio da Divisão da Classificação Brasileira de Ocupações, atualizar a Classificação Brasileira de Ocupações - CBO procedendo às revisões técnicas necessárias com base na experiência de seu uso.

Art. 4º - Os efeitos de uniformização pretendida pela Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) são de ordem administrativa e não se estendem às relações de emprego, não havendo obrigações decorrentes da mudança da nomenclatura do cargo exercido pelo empregado.

Art. 5º - Autorizar a publicação da Classificação Brasileira de Ocupação - CBO, determinando que o uso da nova nomenclatura nos documentos oficiais a que aludem os itens I, II, III e V, do artigo 2º, será obrigatória a partir de janeiro de 2003.

Art. 6º - Fica revogada a Portaria nº 1.334, de 21 de dezembro de 1994.

Art. 7º - Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
PAULO JOBIM FILHO
Ministro de Estado do Trabalho e Emprego

De acordo com o CBO (Classificação Brasileira de Ocupações) número: 2515-50 do MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO, é da competência do profissional Psicanalista:

Avaliar comportamentos individual, grupal e instrumental.
TRIAR casos, entrevistar pessoas, levantar dados pertinentes, observar pessoas e situações e problemas, escolher o instrumento de avaliação, aplicar instrumento de avaliação, sistematizar informações, elaborar diagnósticos, elaborar pareceres, laudos e perícias, responder a quesitos técnicos judiciais, devolver resultados (devolutiva).

Analisar, tratar indivíduos, grupos e instituições.
Propiciar espaço para acolhimento de vivências emocionais, oferecer suporte emocional, tornar consciente e inconsciente, propiciar a criação de vínculos paciente-terapeuta, interpretar conflitos e questões, promover o desenvolvimento das relações interpessoais, promover desenvolvimento da percepção interna, mediar grupos, família e instituições para solução de conflitos, dar aula.

Orientar indivíduos, grupos e instituições.
Propor alternativas para solução de problemas, informar sobre o desenvolvimento do psiquismo humano, aconselhar pessoas, grupos e famílias, orientar grupos profissionais, orientar grupos específicos (pais, adolescentes, etc., assessorar instituições.)

Acompanhar indivíduos, grupos e instituições.
Acompanhar impactos em intervenções, acompanhar o desenvolvimento e a evolução do caso, acompanhar o desenvolvimento de profissionais sem formação e especialização acompanhar resultados de projetos, particular de audiências.

Educar indivíduos, grupos e instituições.
Estudar caso em grupo, apresentarem estudos de caso, ministrar aulas, supervisionar profissionais da área e de áreas afins, realizar trabalhar para desenvolvimento de competência e habilidades profissionais, formar psicanalistas, desenvolver cursos para grupos específicos, confeccionar manual educativo, desenvolvimento de aspectos cognitivos, acompanhar resultados de curas, treinamento.

Desenvolver pesquisas experimentais, teóricos e clínicas.
Investigar o psiquismo humano, investigar o comportamento individual e grupal e institucional, definir o problema e objetivos, pesquisar bibliografias, definir metodologia de ação, estabelecer parâmetros de pesquisas, construir instrumentos de pesquisas, coletar dados, organizar dados, copiar dados, fazer leitura de dados, integrar produtos de estudos de caso.

Coordenar equipes de atividade de áreas afins.
Planejar as atividades da equipe, programar atividades gerais, programar atividades da equipe, distribuir tarefas a equipe, trabalhar a dinâmica da equipe, monitorar atividades das equipes, preparar reuniões, coordenar reuniões, coordenar grupos de estudos, organizar eventos, avaliar propostas e projetos, avaliar e executar as ações.

Participar de atividades para consenso e divulgação profissional.
Participar de palestras, debates, entrevistas, seminários, simpósio, participar de reuniões científicas (Congressos, etc.), publicar artigos, ensaios de livros científicos, participar de comissões técnicas, participar de conselhos municipais, estaduais e federais, participar de entidades de classe, participar de evento junto aos meios de comunicação, divulgar práticas do psicólogo e do psicanalista, fornecer subsídios ás estratégicas organizacionais, fornecer subsídios á formação de políticas organizacionais, buscar parceiras, ética e organizacional.

Realizar tarefas administrativas
Redigir pareceres, redigir relatório, agenciar atendimentos, receber pessoas, organizar prontuários, criar cadastros, redigir ofícios, memorandos e despachos, compor reuniões administrativas técnicas, fazer levantamento estático, comprar material técnico, prestar contas.

Demonstrar competências pessoais
Manter sigilo, cultivar a ética, demonstrar ciência sobre o código de ética profissional, demonstrar ciência sobre a legislação pertinente, demonstrar bom senso, respeitar os limites de atuação, demonstrar continência (acolhedor), demonstrar interesse pela pessoa, ser humano, ouvir ativamente (saber ouvir), manter atualizado contornar situações adversas, respeitar valores e crenças dos clientes, demonstrar capacidade de observação, demonstrar habilidade de questionar, amar a verdade, demonstrar autonomia de pensamento, demonstrar espírito crítico, respeitar os limites do cliente e tomar decisões em situação de pressão.

Descrição Sumária
Estudam, pesquisam e avaliam o desenvolvimento emocional e os processos mentais e sociais de indivíduos, grupos e instituições, com a finalidade de análise, tratamento, orientação e educação; diagnosticam e avaliam os distúrbios emocionais e mentais e de adaptação social elucidando conflitos e questões e acompanhamento o paciente durante o processo de tratamento ou cura; investigam os fatores inconscientes; desenvolvem pesquisas experimentais, teóricas e clínicas que coordenam equipes e atividades de áreas afins.
Pouco se fala do lado negativo do empreendedorismo selvagem e da visão sistêmica onde existem pessoas que acreditam que qualquer coisa pode virar um negócio milionário, uma oportunidade de lucro onde se oferece o mínimo de recursos para a obtenção do máxima de lucros. Nesse caminho, as pessoas e seus problemas acabam virando oportunidade, processos, números e estatísticas; adeus à consideração ao ser humano e à “regra de ouro” de reciprocidade.
Quer maior exemplo disso que o da indústria do tabaco ? É um produto indiscutivelmente nocivo à saúde onde é permitida a sua comercialização por empresas e governos por uma série de interesses que colocam a saúde e o bem estar do ser humano em segunda importância.
Nesses dez anos de clínica psicanalítica online venho criticando a tendência do mercado (idealizado por “empreendedores”) em massificar o processo analítico em aplicativos, descartando a necessidade de um encontro exclusivo entre analista e analisante para o manejo e o desenrolar de uma consulta. Me parece inadmissível um analista em atendimento com vários analisantes ao mesmo tempo. Vende-se ao analista a “oportunidade” de atender a 20 analisantes em um dia (minimização de recursos versus maximização de serviço = lucro, não??) onde claramente o objetivo principal já não é mais o processo analítico em si, e sim o sonho de ser milionário. O exercício da psicanálise não faz milionários porque nosso trabalho é calcado em dedicar nosso tempo em um processo chamado relação analítica, que nos coloca em um encontro singular com o analisante e consequente com a possibilidade do surgimento de um dos alicerces do trabalho do psicanalista: a atenção flutuante.
Mas para isso esse encontro deve ser singular, por mais pontual que seja a demanda do analisante… seja ele feito em vídeo, áudio ou texto.
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