Pouco se fala do lado negativo do empreendedorismo selvagem e da visão sistêmica onde existem pessoas que acreditam que qualquer coisa pode virar um negócio milionário, uma oportunidade de lucro onde se oferece o mínimo de recursos para a obtenção do máxima de lucros. Nesse caminho, as pessoas e seus problemas acabam virando oportunidade, processos, números e estatísticas; adeus à consideração ao ser humano e à “regra de ouro” de reciprocidade.
Quer maior exemplo disso que o da indústria do tabaco ? É um produto indiscutivelmente nocivo à saúde onde é permitida a sua comercialização por empresas e governos por uma série de interesses que colocam a saúde e o bem estar do ser humano em segunda importância.
Nesses dez anos de clínica psicanalítica online venho criticando a tendência do mercado (idealizado por “empreendedores”) em massificar o processo analítico em aplicativos, descartando a necessidade de um encontro exclusivo entre analista e analisante para o manejo e o desenrolar de uma consulta. Me parece inadmissível um analista em atendimento com vários analisantes ao mesmo tempo. Vende-se ao analista a “oportunidade” de atender a 20 analisantes em um dia (minimização de recursos versus maximização de serviço = lucro, não??) onde claramente o objetivo principal já não é mais o processo analítico em si, e sim o sonho de ser milionário. O exercício da psicanálise não faz milionários porque nosso trabalho é calcado em dedicar nosso tempo em um processo chamado relação analítica, que nos coloca em um encontro singular com o analisante e consequente com a possibilidade do surgimento de um dos alicerces do trabalho do psicanalista: a atenção flutuante.
Mas para isso esse encontro deve ser singular, por mais pontual que seja a demanda do analisante… seja ele feito em vídeo, áudio ou texto.
Na clínica Pentapsi você é atendido por um psicanalista que estará unicamente com você
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